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Ronco e apneia do sono: entenda a relação com sua saúde bucal

Ronco e apneia do sono

Ronco e apneia do sono: entenda a relação com sua saúde bucal

Dormir bem é fundamental para o corpo descansar e se restabelecer. Afinal, o modo como você passa a noite influencia sua saúde, tanto positiva quanto negativamente. Por isso, distúrbios como ronco e apneia do sono podem abalar a qualidade de vida.

Mas quando temos alguma dificuldade na hora de repousar, como saber qual profissional procurar? Seria um otorrinolaringologista ou um neurologista? Muitas vezes, é necessário contar com uma equipe multidisciplinar para tratar o problema, e o dentista é um importante profissional nesse time de especialistas.

Preparamos este artigo para explicar como o dentista pode ajudar no tratamento desses distúrbios. Também mostraremos as diferenças entre eles, por que é importante tratá-los, entre outras informações essenciais para você cuidar bem da sua saúde orgânica e bucal. Continue lendo!

Quais são as diferenças entre ronco e apneia do sono?

Ronco e apneia do sono são dois distúrbios que podem atingir indivíduos de todas as faixas etárias. Contudo, pessoas entre 40 e 60 anos são as mais afetadas, e um estudo mostra que sua incidência é maior na população masculina, representando 60% dos casos.

Embora ambos interfiram na noite de descanso, são problemas distintos que apresentam suas particularidades. A seguir, falamos um pouco sobre cada um deles para que você entenda as suas diferenças.

Ronco

ronco é a emissão de ruídos respiratórios durante o sono. Isso ocorre em consequência da respiração bucal aliada ao relaxamento da musculatura da garganta e à obstrução total ou parcial do nariz.

Esse problema pode ter suas causas em fatores variados, sendo comumente associado a uma gripe, desvio de septo ou aspectos específicos, consumo excessivo de álcool, sobrepeso e idade avançada. Ou seja, também pode ser uma condição transitória.

Além do incômodo social e psicológico que o ronco provoca, podem ocorrer consequências físicas sérias, como respiração deficiente, falta de oxigênio no corpo, sono fragmentado e cansaço excessivo.

Apneia do sono

A palavra “apneia” significa suspensão momentânea da respiração. Ou seja, é uma parada respiratória passageira. Essa condição é um problema de saúde pública, uma vez que leva a riscos sérios de arritmias cardíacas, hipertensão, infarto e AVC.

A obesidade é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento da apneia do sono. Em pacientes com peso normal, esse distúrbio é frequentemente causado pelo desenvolvimento insuficiente da parte inferior da face.

Na apneia, assim como no ronco, há uma obstrução passageira entre a boca e a garganta, mas ela é total. O relaxamento dos músculos durante o sono leva a essa oclusão da passagem de ar. Álcool, tabaco e drogas depressoras do sistema nervoso central facilitam o fechamento das vias respiratórias.

O paciente com apneia pode ter mais de 100 paradas respiratórias momentâneas durante apenas 1 hora de sono. Isso influencia nos batimentos cardíacos, que diminuem drasticamente e, logo em seguida, aumentam bruscamente, causando um desequilíbrio corporal.

Apneia é o mesmo que hipopneia?

A hipopneia é uma condição similar à apneia, no entanto, elas apresentam diferenças. No caso da hipopneia, não acontece uma obstrução total das vias respiratórias. Na verdade, ocorre uma redução de 30 a 50% do fluxo respiratório, assim, a quantidade de ar é minimizada, mas não há uma parada respiratória.

As condições que causam a hipopneia também são aquelas que desencadeiam a apneia do sono. Fatores que causam o estreitamento da passagem do ar nas vias superiores desencadeiam essa condição, como no caso do crescimento exagerado das amígdalas, má-formação da mandíbula ou faringe, relaxamento dos músculos e obesidade.

É válido lembrar que, geralmente, as pessoas que apresentam quadros de apneia também manifestam hipopneia. Nesse caso, a condição é classificada como Síndrome de Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS).

Como identificar a apneia do sono?

Pessoas que têm ronco e apneia do sono nem sempre estão cientes da sua condição. Afinal, eles ocorrem quando se está dormindo e, mesmo que isso implique uma noite ruim, o indivíduo pode não saber que está tendo problemas durante o seu período de descanso.

É muito comum que a pessoa acorde cansada e desgastada sem entender por que isso está acontecendo, e esse é um dos sinais aos quais devemos estar atentos. Embora o ronco seja incômodo, a apneia é um problema mais grave, porque interfere na respiração e oxigenação de todo o organismo.

Sendo assim, é importante identificar esse problema e procurar ajuda para iniciar um tratamento. É possível perceber alguns sintomas que podem indicar que algo está errado, então, preste atenção se os seguintes sinais estiverem acontecendo com você:

  • acordar diversas vezes durante a noite;
  • excesso de sono durante o dia;
  • cansaço excessivo;
  • elevação da pressão arterial;
  • dor de cabeça matinal;
  • impotência sexual;
  • respiração ofegante;
  • sensação de estar sufocado ao dormir;
  • dificuldade de concentração;
  • sono muito agitado.

Caso você durma com alguma pessoa, também pode pedir que ela observe o seu sono, porque a apneia pode ser facilmente identificada por outros. Afinal, o indivíduo para de respirar e permanece assim por cerca de 10 segundos, e isso acontece diversas vezes em uma noite.

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Havendo suspeita de apneia, é essencial procurar um tratamento, porque essa condição pode trazer diversas complicações para a saúde. O profissional escutará o relato do paciente e de seu companheiro de quarto e solicitará exames para diagnosticar corretamente o distúrbio.

Qual exame diagnostica a apneia do sono?

Para que a apneia seja diagnosticada por um profissional, é realizado o exame de polissonografia. Ele é indicado para detectar, além desse distúrbio, outras alterações que também prejudiquem o descanso. Trata-se de um procedimento simples que pode ser aplicado tanto em adultos quanto em crianças.

A pessoa é monitorada enquanto dorme para que sejam coletados dados diversos, como as ondas cerebrais, o nível de oxigênio no sangue, o movimento dos olhos e das pernas e a frequência cardíaca e respiratória.

Para isso, são colados sensores na pele do paciente durante a noite e ele também utiliza um clipe de dedo. Esses equipamentos coletam as informações e as enviam para aparelhos computadorizados. Assim, os dados são organizados e permitem fazer uma análise em tempo real para saber se a pessoa sofre alguma alteração em seu organismo enquanto dorme.

É verdade que o paciente pode ter um pouco mais de dificuldade para dormir e sentir desconforto, já que ele estará em um ambiente diferente do qual está acostumado e também conectado a fios e sensores. De toda forma, a polissonografia permite coletar dados e informações suficientes para obter um diagnóstico.

Como é feito o tratamento do ronco e da apneia do sono?

Conforme dito, ronco e apneia do sono têm causas muito variadas, por isso o seu tratamento também é diferente em cada caso. Primeiramente, é necessário saber qual é a origem desses problemas. Algumas causas comuns são:

  • obstrução nasal ou da boca;
  • desvio de septo;
  • rinites e alergias;
  • desenvolvimento alterado da face;
  • obesidade;
  • fraqueza dos músculos da face e do pescoço.

De acordo com a causa identificada por um profissional, a melhor abordagem terapêutica será apresentada. Geralmente, é necessário trabalhar com uma equipe multidisciplinar, pois o tratamento pode envolver intervenções fonoaudiológicas, cirúrgicas, ortodônticas (com aparelhos intraorais), incentivo à perda e controle de peso, entre outras medidas.

Quais são os riscos de não realizar o tratamento?

Quando não tratados, o ronco e a apneia do sono são favorecedores de outras condições orgânicas que se apresentam mais graves. Isso porque ambos os problemas atrapalham uma correta oxigenação do organismo e interferem na qualidade do sono, assim, desequilibram a saúde por provocarem alterações em órgãos vitais.

A seguir, listamos algumas das consequências de não procurar um tratamento para ronco e apneia, a fim de que você entenda quais são os abalos que esses distúrbios provocam quando não recebem a devida atenção.

Aumento da pressão arterial

Ocorre uma ativação exagerada do sistema nervoso e, como ele faz o controle do fluxo sanguíneo, pode aumentar a pressão arterial. Isso também desencadeia problemas cardiovasculares.

Arritmia ou insuficiência cardíaca

A dificuldade para respirar interfere no funcionamento do músculo cardíaco, aumentando a pressão no peito e dificultando as batidas do coração. Além disso, quando ocorre a parada respiratória e a pessoa volta a oxigenar o corpo, o coração acelera para ventilar as células.

Comprometimento renal

Esses dois distúrbios, como diminuem os níveis de oxigênio no sangue, provocam um estresse oxidativo. Como consequência, existe um aumento da suscetibilidade dos rins ao mau funcionamento, elevando o risco de desenvolvimento de uma doença renal crônica.

Mas não são apenas esses três problemas que são desencadeados pelo ronco e pela apneia. Eles também ocasionam diversos outros, como:

  • elevação do estresse;
  • casos de ansiedade;
  • suscetibilidade à depressão;
  • enfraquecimento dos ossos;
  • redução do fluxo salivar, com prejuízo para os dentes;
  • problemas de audição;
  • suscetibilidade à pneumonia;
  • alterações na ação da insulina, com risco para desenvolver diabetes tipo 2.

Por isso, procurar um tratamento para ronco e apneia é essencial para cuidar da saúde do organismo e também da boca. Por isso um dentista pode ajudar, já que ele identifica e trata os problemas que levam a esses distúrbios quando estão relacionados com a face e a dentição. Veja mais a seguir.

De que maneira o dentista pode auxiliar?

Os dentistas são encarregados pelo diagnóstico e intervenção de toda a alteração bucal e de desenvolvimento da face. São eles os responsáveis por cirurgias de reposicionamento de mandíbula e maxila, assim como pelo ajuste da oclusão dos dentes.

Além da parte do cirurgião, o ortodontista — profissional especializado em aparelhos e no encaixe dos dentes — pode intervir com dispositivos que controlem a posição da língua, ajustem o palato (céu da boca) e mobilizem a mandíbula e a maxila para as posições apropriadas.

São muitos os tipos de tratamento odontológico que podem ser indicados; cada um deles depende da origem do problema. A primeira escolha para tratar os distúrbios leves do sono são os aparelhos intraorais, por serem intervenções menos invasivas. No caso de alterações graves, esses dispositivos são utilizados como um complemento do tratamento.

É importante lembrar que essa situação envolve profissionais de várias áreas da saúde. Portanto, é necessário escolher especialistas no assunto que busquem atualização constante para apresentar o melhor diagnóstico e tratamento.

De toda forma, o ideal é compreender que ronco e apneia do sono não podem ser classificados apenas como condições desagradáveis. Eles abalam a saúde como um todo e exigem tratamento. Sendo assim, esteja atento aos sintomas e sinais e consulte profissionais experientes para ter o melhor atendimento e alcançar mais qualidade de vida.

Precisa de ajuda para dormir bem? Entre em contato conosco e converse com nossos especialistas para esclarecer dúvidas e conhecer melhor os tratamentos para ronco e apneia.

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Beatriz Senne de B. Novais

Beatriz Senne de B. Novais

Autora do Blog da SB ortoimplante | CRO 35323 | Reabilitação Oral - PUC RJ | Harmonização Orofacial (Membro Sbti) | Especializada em odontologia do Sono.

Comentário em "Ronco e apneia do sono: entenda a relação com sua saúde bucal"

  1. […] nada mais é que a suspensão da respiração. Logo, a apneia do sono pode ser caracterizada como o distúrbio respiratório que faz o indivíduo parar de respirar […]

  2. […] vários tratamentos para a apneia do sono, mas também há algumas práticas que devem ser aplicadas na rotina do paciente para ajudá-lo a […]

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Postado em 25 de junho de 2019, por beatrizbritto.